TESTEMUNHAS DE CRISTO | PR. ALDRIC BONANI • 14/04/12
AT 1:1-8 | “Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, 2 Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; 3 Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. 4 E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. 5 Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. 6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? 7 E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. 8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.
Lemos em AT 1:8 que a promessa sobre os discípulos de Cristo é de que receberiam o Espírito Santo e seriam Suas testemunhas, em Jerusalém, Judéia, Samaria e confins da terra. Já no início deste capítulo, Lucas se refere a seu primeiro tratado, ou seja, o Evangelho de Lucas, e declara que lá estão registrados não só os feitos, mas os ensinos de Cristo. Lucas estabelece aqui uma conexão entre o que lemos nesta passagem e o que se descreve em seu primeiro tratado, como em:
LC 24:47 | “47 E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém 48 E destas coisas sois vós testemunhas. 49 E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”.
Estamos acostumados à ideia do “ide”. É claro para nós como cristãos que “A Grande Comissão de Cristo” precisa ser concluída e é a isto que se refere o “sermos testemunhas”. Sobre esta necessidada a Igreja cria estratégias, formas e programas, mas creio que neste afã, nesta ânsia de alcançarmos os povos, muitas vezes perdemos a essência do chamado de Cristo. Nossa missão está clara – declarar as boas novas de Cristo a toda criatura -, mas creio que os requisitos para seu cumprimento ainda não estejam tão vivos em nosso espírito.
Em AT 1:8 lemos que o que precede o “ser testemunhas” é sermos cheios do “poder” do Espírito Santo. E isto é algo tão essencial ao testemunhar que Cristo os orienta a esperarem em Jerusalém até que do alto sejam revestidos de poder. No original, a palavra que descreve este poder é “dunamis”, significando poder, força, habilidade, o poder que reside na própria natureza, poder para fazer milagres, poder moral, excelência da alma, poder de influência, poder que repousa sobre exércitos, etc.
Este é o ponto que temos perdido: o poder do alto é essencial para sermos testemunhas e para que o Reino de Deus seja expandido!
E há uma razão para chegarmos a tal conclusão, em ambos os textos a direção de Deus é a mesma, o crescimento das testemunhas e a expansão do Reino. Não podemos pular o processo: arrependimento, remissão dos pecados, testemunho de Cristo e expansão do Reino.
O que Cristo afirma aqui não é algo banal ou corriqueiro, mas é um esforço de expansão para penetrarmos mais e mais as fortalezas do inferno e da incredulidade e sem poder, isto não acontecerá!
Sim, quando nos tornamos cristãos o Espírito Santo passa a habitar em nós, mas a dimensão tratada aqui é outra. Deus está se referindo à plenitude do Espírito em nós, ou como alguns textos trazem, a sermos possuídos por Ele. Os discípulos de Cristo, obviamente já eram cristãos antes de receberem o poder prometido por Cristo aqui. Isto se confirma pela forma que aguardaram o poder do alto:
LC 24:50-53 | “50 E levou-os fora, até betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. 51 E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. 52 E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. 53 E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém”.
AT 1:13-14 | “13 E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago. 14 Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos”.
Você os imagina fracos, cansados, desanimados, incrédulos? Obviamente não, eles estavam alegres, adorando, orando, buscando incessantemente ao Senhor. A alegria, a oração, a busca já são frutos do poder de Deus, então o poder a que Cristo se referiu é um poder especial, algo além da experiência “comum” que eles tiveram até ali.
Temos dinheiro, capacidade, organização, palavra, mas nos tem faltado o poder!
Não houve sequer um movimento de avivamento ou de expansão do Reino de Deus que não houvesse sido precedido por um tempo de agonia em orações, de busca pelo Senhor, de derramamento em Sua presença.
Não precisamos de missionários, precisamos de homens e mulheres cheios do Espírito Santo!
Só o poder do Espírito Santo é capaz de nos levar a:
1. Profunda Convicção
1TS 1:5 | “Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós”.
O poder do Espírito Santo confirma a obra da Cruz. Quando enchemos nossa pregação com argumentos humanos ela sempre poderá ser refutada pela sabedoria humana, mas quando ela repousa em Deus e é confirmada pelo Espírito, as coisas loucas confundem as sábias.
2. Coragem e Ousadia
AT 4:31 | “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus”.
O poder do Espírito Santo nos enche de ousadia e coragem para que possamos caminhar no sobrenatural. Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de poder e amor. Nos achamos tímidos, covardes para confirmar nosso testemunho? Então precisamos ser cheios da plenitude do Espírito Santo!
3. Sabedoria
At 6:5 | “E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia”.
A seleção de Estêvão ao diaconato foi baseada nos frutos de sua fé e na forma como se relacionava com o Espírito Santo. No versículo 8 lemos que ele era cheio de graça e poder, e fazia prodígios e grandes sinais entre o povo; no 10, descobrimos que não podiam resistir à sabedoria e ao espírito com que falava.
Isto não tem a ver com capacitação natural, ela é importante sim, mas sem o pode do Espírito a letra mata.
E você?? Está satisfeito com o nível espiritual e que tem caminhado? A decisão de ser um cristão cheio do poder do Espírito Santo ou de apenas ser mais um membro da Igreja é sua! Deixe que o Senhor transforme sua vida!





