NAS PROFUNDEZAS DO SEU AMOR

Atendendo a pedidos, voltei a postar… Este é dedicado à Sandriny Silva…

NAS PROFUNDEZAS DO AMOR DE DEUS | PR. ALDRIC BONANI | 03.11.12

Particularmente gosto muito deste tema – “as profundezas do amor de Deus”. Na verdade não poderia ser diferente já que não há como falarmos da Palavra de Deus sem falarmos de Seu amor, ele é a essência de todas as coisas. Sabemos que sem amor nada se aproveitaria (1CO 13:3). Por isso me espanto como por repetidas vezes falamos deste amor com tanto distanciamento, ou como o entendemos quase como algo inalcancável.

A luta em nossa caminhada cristã não é por este amor, em como merecê-lo – pois, de fato, não o merecemos – mas Deus nos ama mesmo assim. Então nossa luta deve ser como estar disponíveis e atentos para vivenciar a plenitude deste amor. Prontos a não deixar que ele passe em nossas vidas ou que possamos compartilhá-lo com os que nos rodeiam.

Amor Disponível

Se o amor de Deus está disponível porque achamos tão difícil nos lançarmos nas “profundezas deste amor”?

Porque nossa mente – nossa humanidade – está habituada ao que é complicado. E o amor de Deus é tão simples que preferimos o evitar! Um filósofo dizia que não há nada mais sofisticado do que a simplicidade.

A Palavra declara que Ele é amor, e sabemos que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre ou ainda que n’Ele não há variação ou sombra de mudança (TG 1:17). Então Seu amor sempre esteve e continua disponível e vem carregado de Sua simplicidade. Mas quando olhamos para o outro lado desse relacionamento, nós – humanos, falhos e instáveis – começamos a entender que na verdade nós é que temos complicado toda esta simplicidade. O amor de Deus sempre nos constrange e particularmente creio que este constrangimento se dê na simplicidade de alguém tão perfeito como Deus em contraste com a complicação de pessoas tão falhas como nós.

A queda de Adão e Eva nasce na ideia do merecimento e o libera sobre nós:

GN 3:5 | “5 Porque Deus sabe que no dia em que d’Ele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”.

Há uma ideia em meio a esta afirmação e é justamente esta: Conhecer o bem e o mal, você merece! E hoje a usamos para justificar tanto nosso pecado – “ah, mas eu trabalho tanto, eu mereço….”; como para buscar aceitação em Deus – “Senhor tenho dado tantos frutos, eu mereço ser ungido…”. E reproduzimos isto também em nosso relacionamento com Deus ou na forma como barganhamos Seu amor, como se precisássemos fazer algo para sermos aceitos e merecedores d’Ele.

Neste sentido somos como o filho pródigo, para quem o amor do Pai sempre esteve disponível, mas que preferiu complicar tudo em sua vida para então poder enxergar que os braços do Pai sempre estiveram abertos.

O segredo de viver as profundezas de Deus então está em nós mesmos, na forma como abandonamos as complicações humanas e passamos a viver a simplicidade das coisas de Deus. Mas para que nossa mente seja transformada desta maneira precisamos exergar a forma com que o amor de Deus se manifesta e como isto é totalmente contrário ao conceito que temos de amor.

A Marca da Profundidade do Amor

Aqui preciso confessar algo e esta mensagem surgiu no exato momento em que isto aconteceu: Uma pessoa pediu que eu a adicionasse no skype, eu automaticamente pensei, “o que vou ganhar com isso, esta pessoa é inconveniente,   vai acabar me atrapalhando” e em seguida recusei o convite e a bloqueei. Sabe aquela história, “pareço bonzinho mas recuso amigos no skype?” Brincadeiras à parte, neste mesmo instante, o Espírito Santo falou comigo e me disse:

A profundidade do amor de Deus está em nos fazer participantes, em nos trazer para perto mesmo que não tenhamos nada a oferecer, mesmo que sejamos inconvenientes.

E a superficialidade do amor dos homens está em afastar e rejeitar os que aparentemente não tem nada a oferecer.

RM 8:14-17 | “15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. 16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 17 Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co- herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados”.

Ele nos torna herdeiros d’Ele, co-herdeiros de Cristo, participantes do seu sofrimento sim, mas por último de sua Glória!

Deus nos aproxima, esta é a profundeza do seu amor!

O ponto aqui é este, quando nos desprendemos do conceito de merecimento do amor imediatamente o aplicamos em nosso relacionamento com Deus – “sim Deus já entendi, o Senhor me ama como sou, apenas preciso me arrepender e te buscar!”. Mas temos dificuldade em aplicar este entendimento em nossa relação com os irmãos – “olha, você fez isto, isto e mais isto, você não merece meu amor!”

Forma de Piedade • O Mal dos Últimos Dias

As profundezas do amor de Deus nos incluem no que é d’Ele! Mas em nossa carnalidade somos movidos pelo “que ganho com isso?” Parecemos nos importar, mas não manifestamos verdadeiramente a profundidade do amor de Deus pois afastamos de nós e de Deus os que julgamos não serem merecedores.

Jesus repreende os fariseus e escribas por este mesmo sentimento:

MT 23:13 | “13 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!”

Revela a religiosidade dos fariseus denunciando este espírito, que afasta dos céus!

Interessante é que os ais, ou as advertências contra os fariseus e especificamente sobre esta deturpação do amor estão colocados justamente no capítulo que antecede ao capítulo que traz as revelações para os últimos dias.

MT 24:12 | “12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos”.

Percebem que nos últimos dias a grande luta será pelo amor? Por isso as estratégias do inferno estão sempre em desgastá-lo. Não é isto que vemos?? “Pega mas não se apega”, “A família está falida”, etc, etc.

Esta corrupção do amor é a marca dos últimos dias, a forma em que nossa religiosidade se apresenta:

2 TM 3:1-3 e 5 | “1 Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, 2 pois os homens serão egoístas,… 3 desafeiçoados… 5 tendo forma de piedade, negando- lhe, entretanto, o poder. Foge também destes”.

egoísta • que ama a si mesmo, bem atento aos próprios interesses.

desafeiçoado • que trata sem carinho

piedade • respeito

Quando o inferno nos afasta das profundezas do amor de Deus, além de não sermos atingidos por este amor, não conseguimos reproduzí-lo sobre a vida dos que precisam ser alcançados. Somos tão egoístas e isto se traduz em coisas pequenas, como recusar um convite no skype, mas também de outras formas, como “não vou domingo ao culto, já recebi bastante esta semana…” mas e aquele irmão que só está esperando você ir porque ele precisa de uma palavra e para ele você é um grande referencial de Deus? A comunhão com os irmãos não é apenas para que eles possam te dar algo, mas é para que você se dê, ou não é sobre isto que Cristo fala quando declara que maior é o que serve?

Nos fechamos em nosso egoísmo pois estamos insensíveis ao amor de Deus!

Dons X Frutos

Não, eu não sou assim, eu sou usado, eu profetizo, eu adoro, eu oro pelos enfermos e eles são curados… Glória a Deus, mas lembre-se… sem amor isto de nada se aproveitaria.

Ser usado nos dons é maravilhoso, mas isto só terá de fato valor quando eles forem os reflexos do fruto:

GL 5:22-23 | “22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”.

Os dons são externos como a ponta de um iceberg que revela só 20% do que realmente ele é, o fruto, ou o que nos motiva no exercício destes dons é o restante que fica oculto em nossas profundezas e em Gálatas lemos que a primeira característica do fruto do Espírito é o AMOR!

Olhamos demais para o exterior, mas o Senhor olha para o interior e muitas vezes Ele vai permitir que sejamos surpreendidos para que enfim possamos enxergar verdadeiramente nosso coração. Não foi assim com Saulo? Por três dias ficou cego para que pudesse olhar não mais para os outros e julgá-los através de sua religiosidade, mas para dentro de si mesmo e pudesse perceber que tudo aquilo não passava de esterco diante da Glória e do amor de Cristo.

E como podemos ser conduzidos a esta profundidade em Deus?

1CO 2:10 | “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus”.

Sendo conduzidos por Seu Espírito!

Vivendo o Amor (Resumindo Tudo…)

1JO 4:7-21 | “7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio d’Ele”.

Preste atenção à riqueza deste texto: (7) o Amor é a marca dos nascidos de Deus e isto porque (8) Ele é amor. Se não manifesto o Amor é porque não conheço o Amor que é o próprio Deus.

E como Deus expressa este amor?

Num gesto de aproximação (9) enviando seu Filho para vivermos por meio d’Ele, ou seja, nos fazendo participantes de algo que não merecíamos!

1JO 4:11 | “Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado”. 

(12) Seu amor alcança seu objetivo em nós quando amamos uns aos outros.

1JO 4:13 | “13 Nisto conhecemos que permanecemos n’Ele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito”. 

(13) E é este mesmo Espírito que nos revela as profundezas de Deus conforme 1CO2:10.

1JO 4:17 | “20 Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. 21 Ora, temos, da parte d’Ele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão”.

1JO 3:18 | “16 Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.(…) 18 Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade”.

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